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Inteligência Artificial e Big Data ajudam empresas a recuperar seu patrimônio

Para enfrentar a inadimplência, recorrer a legaltechs que lançam mão da automação e inteligência artificial é estratégico para empreendimentos credores no mercado.

A crise da pandemia de Covid- e a instabilidade econômica têm contribuído para o aumento da inadimplência no Brasil. Dados do Banco Central indicam, por exemplo, que ,% das dívidas de pessoas jurídicas estavam em atraso no primeiro semestre deste ano, acréscimo de % em relação ao final de . O mais recente Mapa da Inadimplência, do Serasa, aponta para , milhões de brasileiros também sem quitar os débitos em dia.

Para reaver montantes, os credores cada vez mais têm recorrido ao segmento de legaltechs – empresas que adotam soluções em tecnologia da informação como automação e inteligência artificial nos processos de investigação e de suporte ao departamento jurídico. Movimento que pode ser aferido pelo desempenho de um dos players desse ramo, a Leme Inteligência Forense – com sede no Paraná e que tem entre os clientes grandes corporações do país, de várias atividades econômicas como escritórios de advocacia, bancos e cooperativas de crédito, é focada em investigação patrimonial aplicada à cessão e recuperação de crédito, alia modernas ferramentas tecnológicas à inteligência forense, transformando assim informações em dados consistentes para que os credores possam montar as melhores estratégicas.

Reflexo do aumento da demanda, a Leme ampliou sua carteira de clientes em ,% em , chegando a clientes novos, isso em comparação ao ano anterior. O trabalho também se intensificou, um salto de % em relação ao verificado nos meses de . Com isso, o faturamento nos seis primeiros meses desse ano atingiu a marca de % a mais que no período passado.

De acordo com o CEO da empresa, Valdo Silveira, a cobrança judicial “é um movimento em crescimento há anos”, e por isso organizações como legaltechs tendem a se sobressair. Afinal, as soluções tecnológicas não só aumentam a produtividade, como viabilizam resultados mais precisos com redução de custos. Conta a favor também a integração de sistemas institucionais de dados, como o Sisbajud – que converge informações do Banco Central com as do Poder Judiciário.

“Com isso, a tendência é que a cobrança judicial se torne cada vez mais efetiva”, sublinha Silveira. “O êxito nesse processo está sempre vinculado a duas questões: velocidade e informação consistente. Se a melhor alternativa for a judicialização, só se chega a essa conclusão de forma segura com a melhor informação, e a melhor estratégia a se adotar a partir daí é justamente a com maior velocidade para produzir resultados”, acrescenta.

Para entregar informação e velocidade, com precisão nos resultados, a Leme desenvolveu uma plataforma que integra mais de mil órgãos públicos e cartórios do Brasil. Mas investiu em inteligência humana também – ampliou em % o quadro de colaboradores no primeiro semestre deste ano. Para esta reta final de , está selecionando profissionais de desenvolvimento de sistemas, área comercial e recursos humanos.

Os investimentos – que incluem, ainda, a ampliação física da sede em %, em Pinhais, região metropolitana de Curitiba – vão ao encontro de uma demanda do mercado, ressalta o CEO da Leme. “As empresas estão investindo em uma recuperação de crédito de uma forma mais profissional. Priorizam tanto consultorias especializadas em investigação patrimonial – como somos aqui, na Leme – como o uso de novos instrumentos tecnológicos que facilitem a coleta de informações. É o que estamos fazendo.”

A investigação patrimonial permite identificar recursos que dificilmente os credores poderiam identificar, e assim abrir caminho para pleitear a aplicação desses montantes no pagamento das dívidas. Nesse trabalho, a Leme localizou R$ , bilhões em patrimônio de inadimplentes, inclusive no exterior, em paraísos fiscais. Trata-se de investigação referente a um total de R$ bilhão de dívidas buscadas pelos clientes da legaltech.

Para parte das organizações que demandam investigação patrimonial – como as que ofertam crédito no mercado –, trata-se, também, da viabilidade financeira de seus negócios, conforme explica o executivo da Leme. “Diante de um risco maior de inadimplência para novas concessões de crédito, as empresas do setor são obrigadas a melhorar a performance de seus departamentos vinculados à cobrança. Por isso, precisam buscar formas de torná-los mais efetivos, e é nesse momento que entram produtos de investigação patrimonial”, aponta.

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